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sábado, 6 de julho de 2013

DVD Diante do Trono



Com produção do Pastor Márcio Valadão e de Ana Paula Valadão, Diante do Trono é o primeiro álbum do ministério mineiro, gravado no dia 31 de janeiro de 1998, na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. O álbum é composto por 12 canções, que expressam o louvor e a adoração àquele que está sentado no trono, trazendo ao coração do Rei Jesus uma linda e poderosa manifestação de amor. 

Há muito tempo que escrevo aqui no Super Gospel e sempre tive vontade de analisar esse DVD – pra mim, na verdade, VHS, pois eu tenho na minha biblioteca o VHS original, adquirido há mais de 10 anos. Mas, claro, não só por isso. Posso citar mais três motivos. Primeiro, esse foi o álbum que deu o pontapé inicial para o que nós chamamos hoje de Diante do Trono, um dos mais conhecidos ministérios de louvor do mundo. Segundo, esse é o registro histórico de um dos primeiros álbuns gravados ao vivo que foram lançados tanto em disco como em audiovisual – e que audiovisual. E terceiro, o mais importante, a qualidade que essa produção carrega, não só pra época, como também para os dias atuais, é de se impressionar. 

O planejamento da gravação, a qualidade dos músicos, dos arranjos – e vocês verão ao longo do álbum – e, principalmente, dos cantores e backing vocal, formados, à época, por André Valadão, Nívea Soares, Soraya Gomes, entre outros. Posso ainda citar como pontos excepcionais deste trabalho a qualidade e a beleza das músicas, tanto as versões como as de composição própria. Novidades, como a tecnologia mostrada na iluminação e efeitos de imagem – não que não existissem, mas que eram pouquíssimos explorados nas produções cristãs brasileiras, e ainda a, à época polêmica, mas hoje bela e normal, coreografia durante as músicas. Definitivamente, esse álbum marcou época e demonstrou que, acima de tudo, virou uma página que há muito tempo teimava-se em não virar: o cristão pode fazer música de qualidade semelhante à secular. 

Quando iniciamos a produção, já vemos uma introdução muito interessante, com uma animação apresentando a Igreja Batista da Lagoinha. E direto, vamos para um take da igreja. Já podemos perceber que a nave principal é diferente, em formato redondo, com os músicos em um plano mais baixo do que o altar, com o backing ao lado, em uma plataforma. Já dá pra perceber duas coisas: a presença de uma moça tradutora da linguagem de sinais (LIBRAS) e o coral, que na verdade fica junto da plateia. 

A primeira música é Quero celebrar, versão de Celebrate living, de Dennis Jernigan. Uma música que segue bem a ideia do original, só que carrega bem mais metais – aliás, destaque para a orquestra de metais, comandada pelo competentíssimo maestro Sérgio Gomes. Acho bem interessante ver Ana Paula, Nívea e André na faixa dos 20 anos. E ainda tem uma imagem do coral em que aparece a novinha Mariana, com seus, pasmem, 14 anos incompletos! A música é bem animada, com uma parceria perfeita dos metais com a bateria de José Luiz Oliveira. Impecável vocal. Excelente início. Público bem animado. 

Continuamos com uma nova parceria dos metais com a bateria. A quem temerei? é uma música que se baseia no Salmo 27, com uma letra muito bem escrita – aliás, primeira canção do DT que não é versionada. Gosto bastante dos arranjos, com acordes muito bem colocados, dando um efeito diferente à canção. Destaque pro baixo de Roney Fares. Não classifico a música como de guerra, mas ela tem vários toques de uma. Novamente, excelente participação do vocal que, tanto nesta como na anterior, não tem Ana Paula a frente dos outros, mas todos cantando, como se fossem um coral. O final da canção é perfeito, excepcional! 

Não temas é uma canção bem diferente. Começa com um vocal cantando o coro e uma introdução de José Luiz na bateria. Por falar em bateria, o ritmo da canção é bem diferente do que estamos acostumados a ouvir. Aqui, nada de metais, nada de guitarra. Só uma base no teclado e toques no baixo e guitarra. O tema da música me lembra Isaías 43.2. Boa canção. 

Uma das mais conhecidas canções das antigas do DT, constantemente colocada em coletâneas é Me libertou. Entretanto, gosto muito do original, pela bateria de José Luiz que é impecável. Primeira vez que ouvimos falar o nome do jovem André Valadão. E primeira vez que conhecemos o que é uma coreografia em um registro visual – não fui muito fã da roupa, amarela e laranja, mas a dança ficou excelente. Aqui, realmente temos um cantor a frente do backing, onde André comanda a música – e comanda com propriedade. Alguns toques dos metais. É uma das minhas favoritas. 

A seguir uma canção interessante, que carrega bastante baixo e tem uma bateria mais leve. Se renovam traz, novamente, um vocal muito bem ensaiado e organizado. Aqui temos alguns toques de clarinete. É uma canção que não é nem rápida, nem lenta. Um meio termo suave. Bem interessante, quebra um pouco o ritmo das anteriores. 

Começamos agora com as canções lentas. E começamos já muito bem, com Te agradeço, versão de Thank you, Lord, do Hillsong Australia (escrita por Dennis Jernigan). Bem diferente do original, que é mais suave, aqui temos uma música carregada nos arranjos, com muitos metais e uma bateria bem forte. Sem comentários o vocal, excelente como nas outras. Acho bem legal a alternância das vozes em “Te agradeço, meu Senhor”. Bons toques do teclado de Paulo Abucater. Belíssima canção. 

Uma das minhas favoritas e das mais belas já compostas por Ana é, sem dúvidas, Deus de amor. Uma canção que é suave praticamente o tempo inteiro. Uma introdução muito bonita no piano, que também conduz Ana em solo na estrofe e coro. Confesso que a música é bela, mas a sua letra é primorosa, como diz em Lamentações: “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. Não sou fã da bateria, que deveria ter entrado melhor na segunda vez da estrofe. Mas, no restante, uma música maravilhosa, belíssima. Destaque pro final da canção, que ganha um peso a mais. 

Um dueto lindo de Ana Paula e André nos trazem Manancial. Semelhante a anterior, temos uma canção que começa leve, mas com mais peso do teclado e alguns toques de bateria. Bateria que, aliás, daqui pra frente ganha bastante destaque nessa canção, com alguns solos excelentes. O dueto de Ana e André é perfeito pois, nota-se, são vozes que, embora de estilos diferentes, se complementam muito bem. A ministração e o solo mais próximo do final da canção são um momento excepcional da canção e do vídeo, sem dúvidas. Belíssimo momento. 

Pra mim, a melhor, sem dúvidas é Aclame ao Senhor. Há muito eu acho que a primeira versão do DT é a melhor de todas – se formos comparar com o original de quatro anos antes, gravado pelo Hillsong, que tem um estilo mais pop-rock, vemos que a diferença é gritante. A interpretação de Nívea Soares é simplesmente magistral... caiu como uma luva. A bateria de José Luiz é espetacular – não troco ela por nenhuma outra. Os toques dos metais são providenciais. E o backing dá o apoio necessário. Perfeita! 

Os primeiros acordes dos metais com o teclado nos indicam: Diante do Trono é a próxima música, que tem uma interpretação excelente de Ana Paula, iniciando solo e, depois, com o backing vocal. O coro é simples, mas muito belo. Destaque para a, até então apagada, guitarra de Edmar Santos. Uma canção que começa suave, com bateria leve e o teclado conduzindo. Aos poucos ela vai ganhando peso, principalmente depois do aumento de tom, seguido pela força maior dos metais. Outra canção maravilhosa. 

Outra das minhas favoritas é a belíssima interpretação de Soraya Gomes em Quão grande és tu, versão de How great you are, da Maranatha! Praise Band (composição de Shannon Wexelberg). O dueto do piano de Paulo com as vozes é perfeito. Aliás, as vozes aqui nesta música são perfeitas. Gosto da bateria que é pontual, sem se exceder. Uma canção perfeita, sem dúvidas. 

Pra encerrar as músicas, temos Adoramos o Cordeiron, versão de We will worship the Lamb of glory, de Dennis Jerningan. Uma canção bem legal, que começa lenta, apenas na bateria e no teclado. Depois, com a entrada dos metais, ela fica rápida, junto da bateria. E depois ela volta a ficar lenta, para encerrar. Destaco para a participação do grupo de coreografia que deu um brilho a mais nesta canção. 

Depois das músicas, ainda tem uma reprise de A quem temerei? e uma ministração maravilhosa de cura e batismo no Espírito Santo, com uma oração final do Pr. Márcio Valadão. 

Sem dúvida alguma, esse DVD marcou a geração do final dos anos 90 e fez com que entrássemos em uma nova era, um novo momento da música gospel brasileira. E se hoje temos reconhecimento, é porque há 15 anos atrás esses pioneiros de Minas Gerais colocaram seu nome no hall dos grandes ministérios cristãos. 


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