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domingo, 30 de junho de 2013

Fábulas - O menino e os três passarinhos


Jesus nunca negociou a liberdade da humanidade com Satanás, visto que Satanás não possuía o domínio sobre os homens, sendo Satanás filho do pecado e pai da mentira. Satanás é filho do pecado, diferente dos homens que são servos do pecado, portanto, possuem esperança no Filho de Deus ( Jo 8: 34 -35). A bíblia não apresenta Satanás como senhor dos homens, antes quem exerce domínio é o pecado.
G
eorge Tomas, um pregador Inglês, apareceu um dia em sua pregação carregando uma gaiola e, após coloca-la no púlpito, começou a falar: "Estava andando pela rua ontem, e vi um menino levando essa gaiola com 3 pequenos passarinhos dentro com frio e com medo. Eu perguntei: - ‘Menino o que você vai fazer com esses passarinhos’? Ele respondeu: - ‘Leva-los para casa tirar as penas e queima-los, vou me divertir com eles’. – ‘Quanto você quer por esses passarinhos menino’?  O menino respondeu: - ‘O senhor não vai querê-los, eles não servem para nada. São feios’! O pregador os comprou por 10 dólares! E os soltou em uma árvore!”.


 O menino e os três passarinhos
Após ler a fábula dos ‘Três Passarinhos’ tive que questionar até que ponto é válido este tipo de subterfúgios empregado pelos pregadores evangélicos em suas preleções.
"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade" ( 2Pe 1:16 ) 
Após contar a fábula dos três passarinhos, o pregador inglês fez a seguinte exposição: “Um dia Jesus e Satanás estavam conversando e Jesus perguntou a satanás o que ele estava fazendo para as pessoas aqui na terra. Ele respondeu: - ‘Estou me divertindo com elas, ensino a fazer bombas e a matar, a usar revolver, a odiar umas a outras, a casar e a divorciar, ensino a abusar de criancinhas, ensino os jovens a usar drogas, a beber e fazer tudo o que não se deve e que os conduzirá a maldição futura! Estou me divertindo muito com eles’! Jesus perguntou: - ‘E depois o que você vai fazer com eles’? E recebeu a seguinte resposta: - ‘Vou mata-los e acabar com eles’! Jesus perguntou: - ‘Quanto você quer por eles’? Satanás respondeu: - ‘Você não vai querer essas pessoas, elas são traiçoeiras, mentirosas, falsas, egoístas e avarentas! Elas não vão te amar de verdade, vão bater e cuspir no Teu rosto, vão te desprezar e nem vão levar em consideração o que você fizer’! Novamente foi perguntado: - ‘Quanto você quer por elas Satanás’? Em seguida veio a resposta: - ‘Quero toda a tua lágrima e todo o teu sangue’! E satanás respondeu: - ‘Trato feito’! E Jesus pagou o preço da nossa liberdade!”.
Este conto reflete a ideia do evangelho? Jesus fez um trato com Satanás? Satanás exigiu algo de Cristo? O diabo está se divertindo? Que relação há entre a experiência do Pr. George Tomas com a criança e os passarinhos e as verdades bíblicas?
Vamos fazer uma análise desta preleção comparando-a com as Escrituras? É dever do cristão comparar as mensagens que ouve com aquilo que consta das Escrituras, ou seja, devemos comparar coisas espirituais com as espirituais, ou seja, comparando entre si as palavras dos Profetas, de Cristo e dos apóstolos. 
A bíblia não faz referência a Jesus tendo uma conversa com Satanás nos termos apresentados pela estória dos três passarinhos. A bíblia também não apresenta Satanás como alguém que está se divertindo com a humanidade ( Ap 12:12 ), antes ela demonstra que Satanás tem grande ira e pouco tempo.
É improvável que um ser com grande ira e pouco tempo possa estar se ‘divertindo’. Satanás é apresentado como inimigo ferrenho dos homens, portanto, ele não está se divertindo "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" ( 1Pe 5:8 ).
A estória induz os ouvintes a pensarem que ação de Satanás consiste em ensinar às pessoas a confeccionarem materiais explosivos, a cometerem assassinatos, a odiar uns aos outros, a divorciar, a abusar de crianças, a usar drogas, etc. Seria esta a verdade das Escrituras? 
A bíblia demonstra que a ação de Satanás é cegar os incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho "Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" ( 2Co 4:4 ). A ação de Satanás é fazer com que os homens incrédulos permaneçam entenebrecidos no entendimento, pois se os homens compreenderem a verdade do evangelho, serão trasportados por Deus para o reino do Filho do seu amor "Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração" ( Ef 4:18 ).
Além de entenebrecer o entendimento dos incrédulos, a ação de Satanás consiste em enganar com astucia os que creram, para que se apartem da simplicidade que há em Cristo abraçando vento de doutrina "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" ( 2Co 11:3 ); "Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente" ( Ef 4:14 )
Enquanto a bíblia afirma que uma só ofensa matou todos os homens, a fábula do Pr. Tomas diz implicitamente que as pessoas são condenáveis porque aprendem lições de Satanás que os leva a construir bombas e a matar, a usar revolveres, a odiar umas a outras, a casarem-se e a divorciar, a abusar de criancinhas, os jovens a usarem drogas e a beber’.
Enquanto as Escrituras ensinam que Deus entregou os homens que se diziam sábios mas que se tornaram loucos aos seus próprios sentimentos para fazerem coisas inconvenientes ( Rm 1:25 ), a preleção do pastor afirma que o diabo é responsável pelos enganos dos homens.
Enquanto o Pr. diz que Satanás, depois de maltratar os homens, irá matá-los, a Bíblia afirma que os homens sem Deus já estão mortos em delitos e pecado.
Enquanto a fábula diz que a morte física é o grande trunfo de Satanás, a Bíblia demonstra que a morte (separação entre o homem e Deus), é consequência da ofensa de Adão.
A fábula mostra que Satanás é senhor (dono) dos homens, a Bíblia mostra que o senhor (dono) dos pecadores é o pecado e que Satanás, por sua vez, é filho do pecado.
O pastor ensina que Satanás exigiu que Cristo se sacrificasse, enquanto as Escrituras mostram que Deus exigiu a obediência de Cristo e que Ele foi obediente, portanto, resignou-se a morrer em uma cruz.
A fábula dos passarinhos é aparentemente inocente, inofensiva, porém, leva a uma compreensão distorcida de que a condenação futura se dá porque as pessoas aprenderam a ‘fazer bombas e a matar, a usar revolveres, a odiar umas a outras, a casarem-se e a divorciar, a abusar de criancinhas, os jovens a usarem drogas e a beber’.
A explanação do Pr. Tomas não é bíblica, pois o que conduz o homem à ‘condenação futura’ não são os vícios, antes o fato de terem entrado pela porta larga que dá acesso a um caminho largo que os conduz à perdição “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” ( Mt 7:13 ).
A fábula leva o leitor ao equivoco de considerar que a condenação é futura, o que contraria as Escrituras que demonstra que a condenação se deu no Éden, quando a humanidade foi julgada e está condenada ( Rm 5:16 ; Jo 3:18 ). Os homens não estão condenado por suas práticas desregradas da mesma forma que não serão salvos por suas práticas regradas, antes estão sob condenação em função da ofensa de Adão no Éden.
O que faz o homem permanecer sob condenação é o fato de não crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados" ( Jo 8:24 ).
A condenação não é decorrente das ações dos homens que fazem ‘tudo o que não se deve’, antes a condenação decorre da desobediência de um só homem que pecou e trouxe a condenação sobre toda a humanidade "E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação" ( Rm 5:16 ).
Enquanto o apóstolo Paulo apresenta uma só ofensa como causa determinante da condenação, o Pr. Tomas apresenta algumas condutas de homens desregrados. Ele se esquece que, por mais que o homem seja regrado, como era o caso do religioso Nicodemos, está sob condenação!
Mas, os equívocos não param por aqui, pois quando é dito que Satanás disse a Jesus que irá ‘matar e acabar com eles’, o Pr. Tomas se esqueceu de observar que é impossível a Satanás matar a humanidade uma vez que todos desde a queda de Adão já estão mortos em delitos e pecados, pois a morte é resultado da ofensa de um só homem pecou “Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem” ( 1Co 15:21 ).
A morte não é ação de Satanás, antes veio por um homem, Adão. Desde a queda no Éden, todos se extraviaram e juntamente se tornaram imundos ( Sl 14:3 ; Sl 53:3 ). Por causa de Adão não há, se que um, que faça o bem e busque a Deus. Como a morte veio por um só homem e todos estavam mortos em delitos e pecados ( Rm 3:23 ; Rm 5:12 ; Ef 2:1 ), ninguém possuía entendimento ( Sl 14:2 ). Foi necessário Cristo vir ao mundo trazer o conhecimento de Deus para que por meio d’Ele os homens fossem salvos.
É impossível Satanás matar e acabar com os homens se eles são gerados em iniquidade e concebidos em pecado, ou seja, não há como Satanás matar aqueles que são gerados mortos em delitos e pecados. Desde a madre os homens alienam-se de Deus, andam errados e proferem mentiras desde que nascem ( Sl 58:3 ).
Jesus nunca negociou a liberdade da humanidade com Satanás, visto que Satanás não possuía o domínio sobre os homens, sendo Satanás filho do pecado e pai da mentira. Satanás é filho do pecado, diferente dos homens que são servos do pecado, portanto, possuem esperança no Filho de Deus ( Jo 8: 34 -35). A bíblia não apresenta Satanás como senhor dos homens, antes quem exerce domínio é o pecado.



O preço que o Pr. Tomas descreve como sendo estabelecido por Satanás: - ‘Quero toda a tua lágrima e todo o teu sangue’!, é juntamente engodo e blasfêmia, pois atribui a Satanás a exigência de Deus para estabelecer a justiça. O que Jesus sofreu no calvário não foi um desejo de Satanás, antes foi o Senhor Deus que determinou a morte de Cristo conforme o seu conselho ( At 2:23 ).
Foi Deus que deu o Seu Filho como Servo e Cordeiro ( Jo 3:16 ). Foi Deus que deixou registrado no rolo do livro que o Cristo deveria realizar a vontade do Pai e, é através desta vontade, a oferta do corpo de Cristo, que os que creem são sanificados “Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração” ( Sl 40:7 -8; Hb 10:10 ).
Antes de ir ao calvário Jesus perguntou ao Pai se era possível passar d’Ele o cálice e, em seguida, Jesus foi crucificado cumprindo a vontade do Pai, pois colocou a sua alma por expiação do pecado "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão" ( Is 53:10 ).
Enquanto Adão desobedeceu e vendeu todos os homens ao pecado como escravos, Jesus foi obediente ao Pai em tudo, morrendo morte de cruz. Foi do agrado do Pai enfermá-lo, portanto, as agruras da cruz não foi um desejo ou uma exigência de Satanás “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” ( Hb 10:10 ).
O que Jesus realizou na cruz foi em obediência ao Pai, e não porque cedeu às exigências do inimigo das nossas almas. Na tentação do deserto Jesus não se sujeito a nenhuma das exigências de Satanás, antes Ele se rendeu as exigências do Pai!
Ora, com que base o Pr. Tomas transformou a fala da criança que mantinha os três passarinhos presos na fala de Satanás? Com que autoridade ele transforma a negociação que fez com aquela criança em particular em uma negociação entre Jesus e Satanás?
É para evitar tais erros que devemos seguir o exemplo do apóstolo Pedro, que disse: "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade" ( 2Pe 1:16 ). 
O apóstolo Pedro não compôs nenhuma fábula, nenhuma estória, para tornar compreensível o poder e a vinda de Cristo. Tudo o que foi apregoado aos cristãos, ou fora presenciado pelo apóstolo ( 1Pe 1:18 ; 1Jo 1:3 ), ou tinha por base as Escrituras produzidas pelos profetas “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” ( 1Pe 1:19 ). 
A igreja de Cristo deve ter por firme a palavra dos profetas e dos apóstolos, pois a palavra deles é como ‘luz que alumia em lugar escuro’, e tão somente por meio das palavras deles quando anunciadas pela igreja é que o conhecimento de Cristo, a glória de Deus, resplandece nos corações dos homens "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo" ( 2Co 4:6 ).               
Hoje há inúmeras fábulas ditas cristãs que ganharam até versões cinematográficas, porém, se analisadas à luz das Escrituras, encontraremos diversas heresias de perdição. 
É crescente o número de estórias sob o rótulo de cristãs, como ‘As crônicas de Nárnia’, ‘A Cabana’, ‘O Senhor dos anéis’, etc.
Fábulas como ‘Os três passarinhos’, ‘A águia e a galinha’, ‘O escorpião e o peixinho’, não devem ser utilizadas em pregações, pois não refletem a verdade do evangelho.
O apóstolo Paulo deixa claro que em Cristo está escondido todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento, portanto, basta expor aos homens o Cristo crucificado para que os homens vejam e creiam no amor que Deus tem por eles “Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo. Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” ( Cl 2:2 -3);"Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado" ( 1Co 2:2 ).
O evangelho de Cristo basta, pois o evangelho é o poder de Deus e a sabedoria de Deus! O apóstolo Paulo ao instruir os pastores Tito e Timóteo alertou-os quanto às fábulas e as genealogias judaicas ( 1Tm 1:4 -7). O obreiro deve manejar bem a palavra da verdade, ou seja, os profetas, a lei, os salmos, os provérbios. Se manejar bem tais livros das Santas Escrituras, é um obreiro que não tem do que se envergonhar e não necessita de fábulas e filosofias humanas "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" ( 2Tm 2:15 ).
Os cristãos não deviam aderir às práticas judaicas, que criavam alegorias para explicar o que não entendiam, pois, os cristãos já tinham a realidade: Cristo! Portanto, assim como receberam a Cristo, deviam prosseguir n’Ele, ou seja, sem dar ouvidos a fábulas, vãs sutilezas, filosofias de homens “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” ( Cl 2:6 -8).
Os judeus criavam alegorias, parábolas e fábulas para interpretar as alegorias, ou seja, as figuras que a lei apresentava, porém, perdiam-se em sua carnal compreensão, pois a lei era sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas. Ora, se estamos de posse da imagem exata das coisas hoje, já não precisamos de alegorias e nem de fábulas, antes basta expormos a Cristo e este crucificado "PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam" ( Hb 10:1 ). 
Quem entra pelo caminho das fábulas produzirá questões loucas e sem instrução (conhecimento) alguma “E rejeita as questões loucas, e sem instrução, sabendo que produzem contendas” ( 2Tm 2:23 ), mas aquele que permanece nas palavras dos apóstolos e dos profetas torna-se sábio. Não precisa de fábulas, pois é perfeitamente instruído para a boa obra, perfeito, pois sabe redarguir, corrigir e instruir segundo as Escrituras “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” ( 2Tm 3:14 -17).
O aviso
O apóstolo Pedro alerta os cristãos dizendo que não anunciara o evangelho através de ‘fábulas artificialmente compostas’, apontando a sua inutilidade para o propósito de propagar a mensagem de Cristo. Ou seja, com esta colocação, o apóstolo Pedro enfatiza que o que foi anunciado aos cristãos possuía veracidade comprovada com o crivo das Escrituras e de testemunhos oculares, pois todos puderam presenciar a majestade de Cristo “... mas nós vimos a sua majestade” ( 2Pe 1:16). 
Ele trás à lembrança o evento em que uma voz foi ouvida dos céus: “Porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo” ( 2Pe 1:17 ).
Além de anunciar o que viu e ouviu de Cristo, como fez os outros apóstolos, o apóstolo Pedro tinha por firme a palavra dos profetas, da mesma forma os cristãos devem imitá-los, de modo que Pedro instrui a rejeitar as fábulas e se voltar para as palavras dos profetas ‘... á qual bem fazeis em estar atentos’ “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” ( 2Pe 1:18 ).
O protesto do apóstolo Pedro não é contra o gênero literário que surgiu no Oriente, e que foi desenvolvido por Esopo, autor que viveu no século VI a.C., na Grécia antiga, a quem foi atribuído um conjunto de pequenas histórias, de caráter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais.
Ao observar a abordagem do apóstolo Pedro, vê-se que a crítica dele é contra aqueles que quererem apresentar Cristo ao mundo utilizando-se de mitos, contos falsos, como se fosse comparável à verdade das Escrituras, e deixam de lado o testemunho firme dos profetas.
O termo grego utilizado pelo apóstolo Pedro é muthos (μῦθος – mýthos), uma estória fabricada (fábula) que subverte (substitui) o que é realmente verdade, por isso mesmo é dito: fábulas artificialmente construídas.
A estória dos três passarinhos não passa de um mýthos, pois além de ter sido engendrada a partir da concepção do Pr. Tomas, ela subverte a verdade contida nas Escrituras.
O mýthos geralmente é construído a partir de sombras, e tem o escopo de estabelecer domínio sobre aqueles que por ele são enlaçados. Tem por base a ideia de humildade, mas deriva de uma carnal compreensão, pois não retrata o que os profetas e apóstolos disseram de Cristo. As fábulas geralmente são engendradas carregadas de ordenanças e preceitos morais segundo os princípios do mundo, e passam a impressão de sabedoria, devoção, humildade, severidade para com o corpo, mas não tem valor algum diante de Deus “Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” ( C l 2:17 -23).

sábado, 29 de junho de 2013

O relacionamento entre Crente o o Mundo


“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” 1Jo 2.15,16

A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas. 

(1) Satanás (ver Mt 4.10, nota sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31 nota; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).

(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7). 

(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31 nota); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.

(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11).

(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2 nota), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). 

(b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc. 

(5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus: 

(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).

(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). 

(c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).

(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11 nota; 2Co 6.14 nota) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11 nota), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23).

(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8).

(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10 nota; Ap 18.2).

Fonte: BEP

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Casamento Abençoado

Em relação ao casamento, tenho sido movido pelo Espírito Santo a acreditar que esta relação deve nascer primeiro no coração de Deus, em seguida é manifesta na vida dos homens santos e sensíveis à Sua voz. Sei que este conceito entra em choque direto com várias correntes, dispostas a divinizar e abençoar toda e qualquer relação que surge; em geral impuras e pecaminosas.

A conseqüência, uma vida conjugal sem vida! Confusões; inimizades; filhos rebeldes e uma série de males que culminam com o divórcio.
O Senhor Jesus proferindo sobre o casamento afirmou:

“Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” (Mc 10.9)

É comum pegar-se as palavras do Senhor Jesus e aplicá-las a todos os casamentos indistintamente; casou é porque Deus uniu! Esquecendo-se o caráter profundamente espiritual e a quem foi direcionada esta palavra;   o Mestre falava para o seus escolhidos, as verdades de Deus aplica-se exclusivamente àqueles que procuram viver segundo os seus princípios (santidade, pureza, confiança, temor, amor, frutos do Espírito Santo), é impraticável querermos generalizar o que é espiritual, afinal:

“... palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”(1Co 2.13,14)

:: O Casamento segundo o coração do Pai, tem o seu inicio no relacionamento revelado e abençoado; é preciso ser espiritual, cheios do Espírito Santo e sensível ao seu falar, que não haja ansiedade; e no tempo oportuno serão agraciados com a companheira (o), com o qual unirás, debaixo do consentimento Divino.

É preciso que as idéias anti-espirituais disseminadas largamente pelo diabo sejam quebradas! O namoro deve existir sim, mas, segundo a vontade de Deus. O conceito de ficar à procura da (o) esposa (o) envolvendo-se em muitos namoros é errado, é contrária à fé que afirmamos possuir. Cremos num Senhor que nos ampara em todos os aspectos e que é nosso dever sermos concordantes com a Sua vontade, porque então a procura desenfreada e carnal por uma (um) esposa (o)?  Os planos do Senhor para muitos servos, não incluem o casamento ou a formação de família, veja:

 “Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim... e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder, que aceite este ensinamento.”(Mt 19:12) 

Casando-se, estão excluindo do viver os propósitos para os quais fora criado. Queres casar? Ouça primeiro à vontade de Deus!  Sejam santos, puros, amorosos a Deus, este amor nos constrange a sermos fieis e tementes. Agindo assim, com certeza serás feliz, casado (a) ou não!

:: O casamento segundo o coração do homem, é oriundo de interesses diversos, por exemplo: ela engravidou; paixão; amor; romantismo; dinheiro; sexo; beleza; bem-estar; status; etc. os motivos são os mais diversos possíveis, no entanto, longe destes a manifestação e o direcionamento Divino.  

Todas estas uniões são generalizadas e encaixadas pelos religiosos na afirmação: “O que Deus ajuntou não separe o homem.”

Não consigo ver em tais situações onde está a mão do Eterno, na realidade vejo a ação do diabo, que planta nos corações os mais estranhos objetivos e levados pela ilusão, culminam com o pecado e carregam sobre si o fato inevitável de uma vida conjugal péssima.
Pergunto: Como abençoar um casamento que nasceu no pecado? Há muitos pastores (sacerdotes) que se acham numa situação superior a do próprio Criador; e saem distribuindo bênçãos e endossando uniões pecaminosas. E completam:

O que Deus uniu, não separe o homem!”

:: O Casamento nos tempos da ignorância espiritual; geralmente são aceitos pelo Senhor, por ocasião da restauração das vidas. As muitas misericórdias de Deus apagam definitivamente o  pecado, fazendo nova a criatura.

“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.” (Rm 6:22)

Entre os que foram libertos do pecado e transformados em servos, inúmeros serão agraciados com a manifestação misericordiosa de Deus e abençoados em vossos casamentos.

É preciso, no entanto, que sejam desfeitas todas as maldições proferidas sobre esta união por cultos e religiões contrárias à Santa Palavra; o que eles chamam de bênçãos na realidade são condenações e correntes que aprisionam as pessoas, abrindo canais de acesso para a ação maligna. Após serem restaurados e lavados no sangue precioso de Jesus e aconselhável levantar a voz e declarar ao mundo espiritual a renuncia a tais costumes e práticas. É o momento de tomar a posse da bênção sobre a união!

:: O casamento para ser santo e duradouro, necessita  que Deus seja o centro, Ele estabeleceu a união com um objetivo único, receber toda a honra e glória!  É inquestionável, portanto, a observação de todos os princípios e regras definidas na Bíblia para o bom andamento da união conjugal.  O lar deve ser consagrado a Deus; a leitura da Bíblia necessita ser em conjunto; a oração deve subir como aroma agradável; o sacrificar com jejuns de comum acordo; o culto familiar é indispensável; o ensino bíblico aos filhos um dever.

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Dt 6.5-9)
A Bíblia ensina como deve o proceder entre o marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as demais relações humanas.

Só é possível possuir um lar feliz, entronizando o Senhor Deus no centro  e por conseqüência observar os ensinamentos bíblicos.

:: O casamento bem-sucedido requer que o Senhor seja o centro, que a atenção do casal esteja nEle. Por melhor que seja o esposo (a) sempre haverá imperfeições, afinal, somos humanos e  sujeitos ao pecado. É relativamente normal surgirem algumas desavenças e mal-estar no relacionamento. São duas pessoas com personalidades próprias, que unidas estão pelo Senhor e pelo amor que sentem mutuamente, mas, as divergências surgem. Como contornar estas situações?  É o momento da auto-negação, do sentar e conversar como santos, abertamente e na unção do Espírito Santo.  Lembrem-se: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe 4.8) Uns para com os outros, inclui a (o) esposa (o). Cada cônjuge precisa pagar o preço para o relacionamento fluir; reconhecendo os pontos fracos, as tendências, as imperfeições e as submeta à vontade de Deus.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4.32) Os corações precisam ser humildes, compassivo, benigno e perdoar à semelhança do Senhor Jesus para com a nossa vida.  O ensinamento é claro: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.” (Ef 4.26) Ouçam o Senhor e serão bem-sucedidos na vida conjugal.


Sejam abençoados!

Fonte: Vivos


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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pais, Filhos e a Igreja

Como membro da sociedade os pais cristãos precisam educar seus filhos, e não deve deixar tal encargo sob responsabilidade da igreja, ou de qualquer outra instituição. Tal incumbência é única e exclusivamente dos pais. Se faltar os pais, tal incumbência deve ser transferida a outra pessoa que desempenhe este papel: avós, tios, ou, em último caso, uma instituição estabelecida pela sociedade (orfanato).
O
que fazer para manter meu filho dentro da igreja? Esta é uma pergunta feita por muitos pais cristãos.

Aqueles que têm filhos pequenos querem fórmulas para prevenir que seus filhos não se desviem da igreja, e os que têm filhos grandes, que se distanciaram da igreja, desejam que Deus realize um milagre.
O que fazer?
Em primeiro lugar, todo cristão deve estar consciente que ‘os filhos da carne não são filhos de Deus’. Como? O meu filho, nascido em berço evangélico e/ou protestante não é filho de Deus?
Ora, se ‘filho de crente fosse filho de Deus’, teríamos que concordar que todos os descendentes de Abraão também são filhos de Deus, porém, não é isto que a bíblia ensina.
O apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos em Roma, deixou claro que, ser descendente da carne de Abraão não é o que concede filiação divina “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” ( Rm 9:6 -7 ).
Ou seja, “... não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” ( Rm 9:8 ). Ora, se os filhos de Abraão não são filhos de Deus, segue-se também que filho de crente não é filho de Deus.
Logo, qualquer que queira alcançar filiação divina tem que ter a mesma fé que teve o crente Abraão, ou seja, para que um filho de um cristão seja filho de Deus, necessariamente precisa crer do mesmo modo que o pai creu na mensagem do evangelho“Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão” ( Gl 3:7 ).
Somente os que são gerados através da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, são filhos de Deus, ou seja, filhos de cristãos não são necessariamente filhos de Deus.
Em segundo lugar, todos cristãos devem estar cônscios que o corpo de Cristo, que também é nomeado de igreja, não pode ser confundido com instituições humanas, tais como a família e a igreja. Fazer parte de uma instituição humana não torna o homem pertencente ao corpo de Cristo, ou seja, salvo.
Como membro da sociedade os pais cristãos precisam educar seus filhos, e não deve deixar tal encargo sob responsabilidade da igreja, ou de qualquer outra instituição. Tal incumbência é única e exclusivamente dos pais. Se faltar os pais, tal incumbência deve ser transferida a outra pessoa que desempenhe este papel: avós, tios, ou, em último caso, uma instituição estabelecida pela sociedade (orfanato).
Por que a missão de educar filhos não pode ser delegada? Porque dentro da normalidade os pais são as pessoas que possuem a melhor e maior relação de confiança nos primeiros anos de vida de um indivíduo. Com base nesta relação de confiança a instituição família torna-se um laboratório onde todos os ensaios para se produzir um cidadão responsável é levado a efeito.
Dentro da família é que se aprende o que é autoridade e responsabilidade. No seio da família é que se aprende e se desenvolvem as relações humanas, tais como fraternidade, amizade, confiança, respeito, afetividade, etc.
Como os pais possuem a melhor e maior relação de confiança, também são eles os mais indicados para apresentar o evangelho de Cristo às crianças durante o processo educativo. Portanto, é salutar que os pais não apresentem aos filhos um Deus vingativo e rancoroso. Frases do tipo: “– Não faça isto porque papai do céu não gosta! Ou, - se você fizer isto, Deus castiga!”, não reflete a verdade do evangelho e causa um prejuízo enorme a compreensão da criança.
A relação que o evangelho estabelece entre Deus e os homens se pauta pela confiança e fidelidade. É possível confiar em alguém rancoroso e vingativo? Não! Ora, como é possível um jovem confiar em Deus, se o que lhe foi apresentado não condiz com a verdade do evangelho?
Os pais precisam demonstrar aos filhos que alguns comportamentos não são tolerados porque efetivamente o pai e a mãe desaprovam. Que tais atitudes são proibidas efetivamente pelo pai e pela mãe. Que tal comportamento é pernicioso e toda a sociedade também desaprovam.
Não apresente para seu filho um Deus rancoroso, nervoso, que está pronto a castigá-lo diante de qualquer erro de conduta. Tal comportamento por parte dos pais demonstra claramente que estão fugindo de sua responsabilidade como educador.
Educar os filhos estabelecendo uma relação de medo, tendo Deus, a igreja, o pastor, o padre, o diabo, o inferno, a polícia, boi da cara preta, etc., como algozes ou elemento de punição, acaba por produzir homens que não respeitam as instituições e desprezam os que exercem autoridade. Este tipo de educação estabelece o medo em lugar do respeito, pois a relação de confiança não é estabelecida. Quando o medo passa já não há mais motivo para obedecer.
Os pais que agem desta maneira ao educar os seus filhos têm sim sua parcela de culpa no desencaminhar dos filhos. A igreja também tem o seu quinhão, pois deixou de apontar os pais como únicos e legítimos responsáveis pela educação dos seus filhos. O estado também é culpado, pois assume o papel de educador, quando na verdade, é somente veículo de transmissão de conhecimento.
Se as bases da educação não forem delineadas no seio da família, e tais conceitos aplicados e experimentados nas relações familiar, qualquer outra instituição humana, como a igreja e o estado estarão fadados ao fracasso.
Muitos pais se aplicam ao trabalho, ao estudo e a igreja, porém, não investem tempo na educação dos filhos. A educação dos filhos se dá em tempo integral e não é salutar negligenciar este tempo.
A preocupação com os filhos geralmente surge apenas quando os pais cristãos sentem que seus filhos estão se distanciando da instituição igreja. Temerosos apelam para a imposição e coerção, obrigando os filhos a irem à igreja. Tal atitude é ainda mais equivocada do que não ter instruído a criança no tempo certo.
Estas questões sobressaltam alguns pais cristãos porque não sabem divisar qual é o seu papel como membro da sociedade, e qual a sua missão como embaixador do evangelho. Pais cristãos não podem misturar estas duas funções.
Os pais cristãos têm duas missões bem distintas: a) educar os filhos para serem membros da sociedade, e; b) anunciar as maravilhosas promessas do evangelho aos filhos para que jamais se distanciem da fé.
Estas missões devem ser desempenhadas desde a mais tenra idade, tendo o cuidado de se ocupar simultaneamente da educação e formação de um cidadão, sem negligenciar o ensino da palavra da verdade, enfatizando o amor e a fidelidade de Deus.
Desde pequenino a criança deve ser ensinada a respeitar as autoridades, e é através dos pais que a criança será exercitada quanto à submissão a autoridade. Através dos irmãos, avós e tios a criança aprenderá o respeito e o convívio. Como os amigos, professores, vizinhos e estranhos a criança aprenderá as relações com o mundo.
E quanto ao evangelho? O que a bíblia recomenda? Lemos em Deuteronômio o seguinte: “E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” ( Dt 6:7 ). Sobre o caminho da vida a criança deve ser instruída em todo tempo, ou seja, em casa, no caminho, no deitar e no levantar.
A instrução das sagradas ‘letras’ é encargo dos pais! Delegar tal função ao professor da escola dominical não é o recomendado pelas escrituras, além do mais, restringe o tempo de ensino acerca de Cristo a uma vez por semana, por um período de apenas uma hora. Totalmente diferente do que a escritura recomenda: ensino diário.
Os pais precisam ajudar as crianças a compreenderem que todos devem obediência aos pais e a sociedade. A submissão aos pais hoje, é um ensaio e um aprendizado à submissão que será exigido pela sociedade, tanto na escola quanto no trabalho.
Após ser instruído, mesmo que o jovem não queria seguir o evangelho de Cristo, teremos um cidadão comprometido com certos valores sociais.
Um dos problemas pertinente a educação de filhos de cristãos hoje está em misturar educação familiar com igreja. Delegar à igreja a responsabilidade de transmitir valores socioculturais é um grande erro. Quando o jovem cresce e se decepciona com certas pessoas dentro da instituição, acaba se afastando da igreja e ao mesmo tempo rebela-se contra todo e qualquer tipo de valores sociais.
Quando os pais estão cônscios de que não geram filhos para Deus, se aplicam mais na educação e evangelização dos filhos. Também não se desesperam quando virem que seus rebentos não estão com vontade de ir à igreja. Não se sentirão culpados ou responsáveis por seus filhos quando eles não acatarem algumas questões institucionais.
É preciso educar os filhos através do ensino da palavra de Deus, porém, sem esquecer-se de transmitir e inculcar valores sociais. Na educação está inserido a conversa, a brincadeira, a repreensão, o alerta, etc. Permita aos filhos vivenciarem todas as fases da vida, desde a meninice, a adolescência e a juventude.

Mas, o que fazer quando os filhos se desviam da igreja? Em primeiro lugar é necessário distinguir se os filhos se desviaram do evangelho ou se distanciaram de uma determinada instituição.

Desconhecer princípios elementares do evangelho leva os pais a confundirem o que é ser filho de Deus com o pertencer a uma determinada igreja. Se um filho deixou de ser assíduo na igreja, não deve ser rotulado de desviado, ou que está a passos largos para o inferno, etc.
Se uma pessoa professa a verdade do evangelho conforme diz as escrituras, isto significa que não é um desviado, antes deve ser alertado somente quanto à necessidade de se congregar. Talvez seja necessário que os pais investiguem o motivo pelo qual os seus filhos estão deixando o hábito de reunir-se com outros cristãos.
Agora, se o filho não professa a verdade do evangelho e continua congregando por habito, a condição dele diante de Deus é preocupante. O que ele sabe acerca do evangelho? Ele professa a fé do evangelho? Se a resposta é negativa, é necessário anunciar-lhe a verdade do evangelho, para que ele creia e venha a ser salvo, e não somente um freqüentador de igreja
Fonte: Portal de Estudos Bíblicos e Teologicos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Lição 13 - A Igreja de Cristo vencendo os desafios


30 de Junho de 2013

A igreja de Cristo vencendo os desafios

Texto Áureo

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevale­cerão contra ela”. Mt 16.18

Verdade Aplicada

A igreja é o corpo vivo de Cristo e ativo no mundo, agindo em prol do conhecimento de Deus para a humanidade.

Objetivos da Lição

      Explicar o que é e o que não é igreja;
►      Enfatizar quem é o funda­mento da igreja;
►      Ensinar que o preconceito existe, porque falta conheci­mento.

Textos de Referência

Mc 16.15   E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evange­lho a toda criatura.
Mc 16.16   Quem crer e for bati­zado será salvo; mas quem não crer será condenado.
Mc 16.17   E estes sinais segui­rão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
Mc 16.18   pegarão nas serpen­tes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos so­bre os enfermos e os curarão.
Mc 16.19   Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.

Leia a Lição AQUI

terça-feira, 25 de junho de 2013

Vaso de Alabastro



A gravadora Sky Love acaba de lançar um projeto que vem sendo produzido há três anos e foi elaborado pelos produtores Ítalo Bruno e David Benício. 

A cada momento cresce ainda mais a expectativa dessa equipe, formada exclusivamente para este projeto que inclui a participação de alguns membros da banda ministério Tribo de Judá. 

O repertório possui uma sonoridade pop rock, além de uma faixa no estilo sertanejo e outras de adoração. 

Nome das faixas do CD: 
1- Vaso de alabastro 
2- Graça 
3- Senhor eu quero Te adorar 
4- Pedes ao meu pai 
5- Quando eu ver 
6- Chamado 
7- Cárcere 
8- Meu juiz 

Fonte: Super Gospel

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Festas Juninas

Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são dias santos, por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a  personagens declarados como santos (1Co 10.19,20).

É necessário portanto, que nós como corpo do Senhor Jesus, não venhamos  a compartilhar destas consagrações; evitando, estarmos juntos aos que se alegram com elas. Neste caso, especifico, muitas cidades têm como tradições patrocinar festividades denominadas como "Festas Juninas", que consistem em "forrós e outras tradições" comuns à data; o Espírito de Deus nos aconselha a não participarmos de tais tradições, nem mesmo, admirá-las. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos  diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo,  todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."  ( 2Co 6:14-16)

Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!

1- FESTAS JUNINAS

As Festas Juninas, são tradicionalmente homenagens a três santos católicos, são eles: Santo Antonio, São João, São Pedro e São Paulo . A seguir, veja como surgiu tais comemorações.

O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. As comemorações de cunho religioso foram apropriadas de tal forma pelo povo brasileiro que ele transformou o Carnaval - ritual de folia que marca o início da Quaresma, período que vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa - em uma das maiores expressões festivas do Brasil no decorrer do século XX.

Do mesmo modo, as comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).

Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O Ramo de Ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu, esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.

No Hemisfério Norte, as quatro estações do ano são demarcadas nitidamente; na região equatorial e nas tropicais do Hemisfério Sul, o movimento cíclico alterna o período de chuva e o de estiagem, mas ainda assim o ciclo vegetativo pode ser observado da mesma maneira - alteração na coloração e perda das folhas, seca e renascimento.

O que ocorre com a natureza é algo semelhante à saga de Tamuz e Adônis, que submergem do mundo subterrâneo e retornam todos os anos para viver com suas amadas Istar e Afrodite e com elas fertilizar a vida.

Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.

Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.

Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício

Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.

Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.

Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio, que segue a seqüência: derrubada da mata, queima das ramagens para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas e plantio. É a técnica da coivara, tão difundida entre os povos do continente americano.

Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.

Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.

As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.

Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, através do batismo; a outra, através da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado.

Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações para com os padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.

Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.

No Nordeste sertanejo, o São João é comemorado nos sítios, nas paróquias, nos arraiais, nas casas e nas cidades. A importância dessa festa pode ser avaliada pelo número de nordestinos e turistas que escolhem essa época do ano para sair de férias e participar dos festejos juninos.

Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.

A tradição caipira, especialmente a do Sudeste do Brasil, caracteriza-se pelas festas realizadas em terreiros rurais, onde não faltam os elementos típicos dos três santos de junho. Mas elas também se espalharam pelas cidades e hoje as festas juninas acontecem, principalmente, em escolas, clubes e bairros. Como em outras partes do Brasil, o calendário das festas paulistas destaca os rodeios e as festas de peão boiadeiro como eventos ou espetáculos mais importantes, que se realizam de março a dezembro.

As festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil e representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas.

2- SANTOS JUNINOS

Os três Santos Principais: Sto Antonio, São João e São Pedro
História e Lendas Católica sobre estes santos.

Santo Antônio

Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o "santo dos milagres", como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se vos foge um escravo, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez se quereis os bens alheios, Santo Antônio".

É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados, pois enfrentou em vida aventuras guerreiras como soldado português.
Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, amarrada num esteio, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.

Em homenagem a Santo Antônio, geralmente realizam-se duas espécies de rezas e festas: os responsos, quando ele é invocado para achar objetos perdidos, e a trezena, cerimônia que se prolonga com cânticos, foguetório e comes e bebes de 1 a 13 de junho de cada ano.

O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos.  Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar!

Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado.

São João

João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.

São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade. Segundo Frei Vicente do Salvador, um dos primeiros brasileiros a escrever a história de sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam a todos os festejos portugueses, em especial os de São João, por causa das fogueiras e capelas.

São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.

São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

A Lenda do surgimento da fogueira: 

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:

- Como poderei saber do nascimento dessa criança?

- Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. 

Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.

A Lenda das bombas de São João: 

Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai. A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu "João" e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.

A festa de São João: Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.

No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.

O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias.

Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.

As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas - tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.

São Pedro

São Pedro, o apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

A festa de São Pedro: Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação presente na festa de São João.

Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.

Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

3 - DANÇAS JUNINAS

Amados Pais, servos do Senhor:

É relativamente comum os colégios (empresas ou associações) exigirem que participemos ou que nossos filhos, participem das Festas Juninas que são programadas, em especial,  que sejam ativos participantes nas danças de quadrilha. À luz da Palavra do Senhor, é incompatível com nossos princípios de fé e condição de servos do Eterno.

Este relato sobre as Festas Juninas, não deixa a menor dúvida que ela é uma festa dedicada a santos Católicos e toda e qualquer participação do Povo de Deus, é uma desobediência aos Seus mandamentos.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."( 2Co 6:14-16) 

Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristinianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!

Veja a descrição de algumas danças relacionadas às Festas Juninas:

Quadrilha

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.

Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.

A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.

O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural. A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.

Trajes usados na dança

No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" (como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.

Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.

Fandango

Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.

Bumba-meu-boi

Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.

O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua de boi. O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.

Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.

Lundu (lundum/londu/landu)

De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.

A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.

O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.

Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil

Cateretê

Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.

Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira.

Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.      

Fonte de Pesquisa: Festas Juninas e Vivos

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